
Fonte: Google Imagens.
Se você tem ou já teve aulas de filosofia, há uma grande
chance de já ter escutado o mito da caverna e se você não conhecia, irá
conhecer agora. Essa alegoria foi escrita pelo filósofo grego Platão
e se encontra na obra intitulada A República (Livro VII).
No interior da caverna vivem pessoas que nasceram e
cresceram ali. Ficam acorrentados, forçados a olhar somente a parede do fundo
da caverna. Atrás dos prisioneiros há uma fogueira, os prisioneiros não podem
ver o que se passa atrás deles, nesta parede são projetadas sombras de estátuas
representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações
do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras),
analisando e julgando as situações. Pelas paredes da caverna também ecoam os
sons que vêm de fora, desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras
sejam a realidade.
Um dos prisioneiros consegue se libertar e se depara com uma
nova realidade, ele explora o interior da caverna e o mundo externo. Ao
entrar em contato com a realidade, ele percebe que passou a vida toda
analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. E ao sair da
caverna e entrar em contato com o mundo real, fica encantado com os seres de
verdade, como a natureza e os animais. Maravilhado, ele volta para contar
aos outros prisioneiros o conhecimento adquirido. Porém, é
ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois, seus colegas só
conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna.
Os prisioneiros o chamam de louco e o ameaçam de morte.
Para Platão, o ser humano tem uma visão distorcida da
realidade. Analisando o mito, os prisioneiros estão representando, o ser
humano, que enxerga e acredita apenas em imagens criadas pela cultura,
conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o
mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é
possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências
culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.
Texto: Ana Clara e Isabela.
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