terça-feira, 7 de novembro de 2017

UMA CAVERNA MUITO LOUCA E ALGUMAS METÁFORAS


Resultado de imagem para alegoria da caverna
 Fonte: Google Imagens.

Se você tem ou já teve aulas de filosofia, há uma grande chance de já ter escutado o mito da caverna e se você não conhecia, irá conhecer agora. Essa alegoria foi escrita pelo filósofo grego Platão e se encontra na obra intitulada A República (Livro VII). 
No interior da caverna vivem pessoas que nasceram e cresceram ali. Ficam acorrentados, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna. Atrás dos prisioneiros há uma fogueira, os prisioneiros não podem ver o que se passa atrás deles, nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.

Um dos prisioneiros consegue se libertar e se depara com uma nova realidade, ele explora o interior da caverna e o mundo externo. Ao entrar em contato com a realidade, ele percebe que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. E ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real, fica encantado com os seres de verdade, como a natureza e os animais. Maravilhado, ele volta para contar aos outros prisioneiros o conhecimento adquirido. Porém, é ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois, seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros o chamam de louco e o ameaçam de morte.

Para Platão, o ser humano tem uma visão distorcida da realidade. Analisando o mito, os prisioneiros estão representando, o ser humano, que enxerga e acredita apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.

Texto: Ana Clara e Isabela.

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